Japão, três semanas na Terra do Sol Nascente

Desde que começámos a trabalhar (aka ganhar dinheiro suficiente para podermos começar a riscar do mapa o sem número de países que queremos visitar), combinámos uma coisa: um ano escolhes tu o destino, no próximo escolho eu.

Foi preciso ser assim porque (não fosse este blog chamar-se “vice-versa”) eu e o Gui encaixamo-nos perfeitamente na típica frase de que “os opostos atraem-se”.

Diria que estamos mais ou menos alinhados no que toca a viagens mas decidimos que esta estratégia iria equilibrar as nossas vontades, evitar discussões desnecessárias e até dar-nos a capacidade de nos virmos a deslumbrar com coisas que, à partida, nem estávamos assim tão interessados em conhecer.

Por isso, quando o Gui me disse “Filipa, quero ir ao Japão”, admito que a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “No que raio estavas a pensar quando aceitaste aquele pacto?”. Nada contra o país mas, decididamente, naquela altura não era o sítio pelo qual os meus olhos brilhavam.

A verdade é que a “Terra do Sol Nascente” é um bocado como aquela ideia de que “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. À medida que íamos planeando a nossa primeira grande aventura fora do “Velho Continente”, tinha de me beliscar todos os dias para ter a certeza de que era verdade.

Acho que o país nunca me tinha atraído porque, inocentemente, só me fazia lembrar aquela grande cidade, de arranha-céus sem fim, cheia de pessoas engravatadas e que vivem para o trabalho, poluição a cada esquina e combinados de sushi, que não conseguem ainda fascinar-me admito (peço desculpa aos sushiólicos que estão a ler isto) mas que, entretanto, foram completamente ultrapassados por outros pratos japoneses deliciosos.

Agora que olho para trás, só me apetece rir daquela Filipa ingénua que achou que não se ia identificar muito com o país. O Japão é muito mais do que grandes metrópoles como Tóquio ou Osaka. Desde Kyoto a Hiroshima, passando por Nara, Monte Koya e outros tantos sítios, é um país cheio de história e cultura, com uma beleza natural inconfundível e algumas das pessoas mais sábias e zen que já vi. Ficou a certeza de que, mesmo com três semanas de viagem e centenas de quilómetros percorridos, há ainda muito para conhecer e a vontade de voltar (agora) sem pensar duas vezes.

Submit a comment

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s