Osaka, a nossa primeira morada no Japão

Depois de uma viagem de mais de dez horas, com escala em Istambul e alguns problemas intestinais com a comida da Turkish Airlines, aterrámos finalmente em solo japonês: Osaka. O aeroporto foi construído numa ilha artificial a cerca de 40 quilómetros da cidade, por isso, tivemos de apanhar um comboio rápido até à estação central.

Foi numa tarefa tão simples como comprar um bilhete que nos apercebemos que era mesmo real: “estamos no Japão”. Por cima de nós, estava um painel com milhares de linhas que se cruzavam umas nas outras e, mesmo por baixo, estava um “pica” velhote, com metade do nosso tamanho e a falar à velocidade de um comboio bala, que tentava ajudar os turistas mas não dizia uma palavra de inglês.

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Comprado o bilhete, entrámos no comboio que nos levaria ao centro da cidade. Foi engraçado entrar naquela “bolha de silêncio”, onde todos os passageiros vão civilizadamente sentados e distraídos com os seus telemóveis ou livros. Com exceção de um grupo de raparigas, vestidas de uniforme escolar, que sussurravam baixinho mas não conseguiram esconder a admiração quando viram o Gui sentar-se no lugar ao lado delas.

A estação de Osaka foi mais um murro no estômago (no bom sentido): uma imensidão de pessoas de um lado para o outro, não sei quantos andares, lojas e mais lojas, caracteres japoneses por todo o lado com publicidades totalmente diferentes daquilo a que estamos habituados. Felizmente, fomos bem recebidos por uma rapariga da nossa idade que deve ter percebido pelas nossas caras que estávamos completamente perdidos. Seguia-se a próxima etapa: encontrar o nosso Airbnb.

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Foi então que percebemos que por mais perdidos que estivéssemos durante estas três semanas de viagem, íamos sempre ser salvos pela simpatia e hospitalidade destas pessoas. Sim, outra rapariga parou para nos ajudar e até se deu ao trabalho de ir ao Google Maps no telemóvel para tentar perceber onde ficava a nossa rua. Até entrar em casa, foi uma espécie de peddy-paper, Os donos das casas, pelo menos em praticamente todas as que ficamos, deixam a chave dentro da caixa de correio, que tem um cadeado com código, para não serem obrigados a ir receber os hóspedes.

Passada essa etapa, tivemos de subir vários andares até ao nosso apartamento e foi muito estranho ver a quantidade de portas e portinhas que existiam. No Japão, a densidade populacional é tão grande que cada metro quadrado é aproveitado ao máximo. Ah! E regra número um neste país: os sapatos ficam sempre à porta.

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Comemos qualquer coisa e caímos redondos no tatami, mal sabíamos nós que o jet lag ia fazer efeito horas depois. Eram cinco/seis da manhã e percebemos porque é que, afinal, esta é a Terra do Sol Nascente. Uma luz imensa a entrar pela janela convidou-nos a sair da cama e a aproveitar ao máximo o pouco tempo que íamos ter nesta cidade.

Osaka não nos podia ter recebido melhor. É uma cidade cheia de vida, com pessoas incríveis e bem-humoradas (começámos a acostumar-nos à ideia de que por mais que falássemos em inglês, a resposta seria sempre em japonês mas, pelo menos, com um grande sorriso na cara).

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Passeámos pelo Castelo de Osaka, que dizem ser um dos mais bonitos do país, demos o ponto de partida na grande aventura que é a gastronomia japonesa com os famosos takoyaki, umas bolinhas de massa recheadas com pedaços de polvo, explorámos Amerikamura, com um estilo muito jovem e mais ocidental, e a elétrica Shinsaibashi e, claro, ficámos maravilhados com Dōtonbori, uma das zonas mais movimentadas da cidade, com os canais iluminados pelos enormes néon – destaque para o Glico Man – e onde todos os turistas querem tirar uma fotografia para mais tarde recordar.

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Quando marcámos os voos em Portugal, admito que fiquei desiludida por não começar em Tóquio mas, no final, ainda bem que foi assim. Além de ser mais barato, aterrar em Osaka fez-nos ver a cidade sem quaisquer expectativas e sem cair na tentação de fazer comparações. Acabou por ser uma das nossas preferidas e ficámos com a sensação de que vive, injustamente, na sombra da capital.

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Ps. Já viste o nosso vídeo sobre o Japão?

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