Nara, aqui quem manda são os veados

Saímos de Osaka pela manhã e apanhámos o comboio até Nara, uma viagem que demora cerca de uma hora. Foi engraçado sair da grande cidade e começar a passar pelos subúrbios, onde da janela se veem várias áreas residenciais, campos de basebol com miúdos equipados a rigor e jardins com pessoas mais idosas a fazer o seu exercício matinal. Não é por acaso que tantos japoneses duram até aos cem anos.

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Nara é uma cidade pequena e muito tranquila (chega a parecer estranho saber que já foi a capital do Japão). Depois de sair da estação de comboios, fomos andando até à zona histórica da cidade, onde fica o Parque de Nara. É aqui que começa a diversão.

Fomos recebidos pelos famosos cervos, considerados os mensageiros dos deuses xintoístas. Há mais de mil espalhados pelo parque e os turistas ficam completamente loucos com o à vontade dos animais. Basicamente, andam atrás de nós a ver se temos alguma coisa para lhes oferecer e isto acontece por causa do negócio que se criou à volta desta “atração”. Por todo o lado vê-se senhores a vender os chamados senbei, um snack feito de arroz, que agora se tornaram o principal aperitivo destes veados.

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Temos de admitir que ainda ficámos tentados a entrar na “brincadeira” mas, depois, achámos que não fazia muito sentido gastar os nossos ienes com aquilo, principalmente, quando vimos um mercado de comida de rua a chamar por nós. Foi aqui que o Gui sentiu finalmente qual é a sensação do Doraemon quando come os famosos dorayaki.

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Nara tem um dos principais templos do país: o Todai-ji. Este é, sem dúvida, a maior atração da cidade e vale muito a pena comprar o bilhete para o conhecer por dentro. É que, para além de ser considerado o maior edifício do mundo feito em madeira (é verdadeiramente imponente), tem também aquela que é a maior escultura em bronze do Buda (é tão grande que é preciso olhar bem para cima).

O resto do dia foi passado pelas redondezas e, no final, já muito cansados e cheios de fome, entrámos num supermercado para tentar “cozinhar” qualquer coisa para o jantar.

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Andar pelos vários corredores, com milhares de produtos sem uma única legenda em inglês, foi mais uma aventura. O rapaz da caixa deve ter achado que éramos uns idiotas porque, quando chegámos ao Airbnb, apercebemo-nos de que não tínhamos comprado noodles mas apenas um pó para fazer molho de bolonhesa. Tivemos de voltar para comprar esparguete e, tal como seria de esperar, o mesmo funcionário atendeu-nos com a maior das delicadezas, como se fosse a primeira vez que estávamos lá (e também como se não fossemos aquilo que, na nossa cidade, se dá pelo nome de “grandes nabos”).

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Ps. Já viste o nosso vídeo sobre o Japão?

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