Havana, uma relação complicada

Bafo. Foi esta a sensação quando saímos do avião, no aeroporto José Martí, já ao cair da noite. Depois de trocarmos dinheiro, lá conseguimos arranjar um companheiro para dividir táxi: um francês que andava a viajar há um ano de mochila às costas. “Um dia vamos ser nós”, pensei.
Começávamos a ter as primeiras luzes da cidade, quando o taxista puxa a habitual conversa sobre meteorologia. “Está um bocadinho frio mas é por ser de noite, vão ver que amanhã já está melhor”. Frio? Claramente, esta pessoa não sabe o que isso é.

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Em Cuba, optámos por ficar em casa de locais por todos os sítios onde passámos. Além de ser uma opção bem mais em conta, a oportunidade de nos “infiltrarmos” no quotidiano destas pessoas era algo que não queríamos perder.
Foi então que o nosso taxista nos deixou numa rua praticamente sem luz – como praticamente todas as ruas em Cuba à noite – e apontou para o número da porta da casa que nos iria receber. Tudo às escuras, sem nenhum sinal de vida. Como qualquer pessoa recém chegada a um país novo, achámos logo que tínhamos sido enganados. Felizmente, conseguimos fazer barulho suficiente para que a Cecilia se apercebesse da nossa chegada. Por entre escadas e escadinhas, lá chegámos ao nosso quarto. Primeiro desafio ultrapassado com sucesso!

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Os nossos dias em Havana foram de adaptação a um país que, ainda sem sabermos, iria ocupar um lugar muito especial na nossa memória. Muitos contrastes, nomeadamente entre o turista rico a entrar num hotel cinco estrelas e o cubano de pé descalço numa casa sem condições nenhumas.

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Mas o que salta à vista é que, apesar das dificuldades, há uma coisa que nunca acaba: a festa, a música, a alegria (e o rum). Sim, porque se há coisa em que os cubanos são pros é, sem dúvida alguma, conseguir ignorar aquilo que os poderia deixar infelizes. “Tenho pouco dinheiro, não vivo como queria, mas vou dançar até não poder mais e divertir-me com a minha gente”. É esta a mentalidade e, se calhar, todos nós devíamos pôr mais os olhinhos nisto.

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Desengane-se quem pensa que vamos dizer que Havana foi a nossa cidade preferida em Cuba. É certo que tem uma mística especial. Afinal, é a capital de um país cheio de história e a imagem viva dos clássicos coloridos nas ruas, os senhores de charuto sentados à porta de casa, as bandas a tocar salsa em cada esquina, os famosos mojitos na Bodeguita del Medio, os cartazes de Fidel Castro e de Che Guevara por todo o lado, os passeios no Malecon com o mar a perder de vista e beber um daiquiri na Floridita tal como Hemingway fazia nos anos 30 e 40.

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Mas, depois de percorrer praticamente toda a ilha, voltámos a Havana com a sensação de que, para além de ser uma cidade cada vez mais feita para o turista ver, não mostra o lado mais genuíno de um país que ainda tem muito para dar.

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Casa Cecilia

Morada: Genios no.163, altos e/ Prado y Consulado

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