Trinidad, a cidade que parou no tempo

Depois de alguns dias bastante cansativos em Santiago, rumámos àquela que foi a nossa última paragem em Cuba – antes de regressar a Havana para apanhar o avião de volta a Portugal – e talvez a cidade que mais nos surpreendeu. Não conheço ninguém que tenha estado neste país e que tenha a coragem de dizer que não gostou de Trinidad. Esta cidade, que ainda mantém os traços tão característicos da colonização espanhola, parece um cenário de um filme: casas cheias de cor, ruas fechadas ao trânsito, velhotes à porta de casa a fumar calmamente o seu charuto e a ver as pessoas passar. Parece um sítio que parou no tempo e que não tem pressa de acordar. E era mesmo isso que estávamos a precisar…

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Em Trinidad, fomos recebidos na casa da Juanita, uma senhora com idade para ser nossa avó mas com mais energia do que muitas raparigas de 20 anos juntas. Tenho muita pena de não ter tido coragem de pedir para lhe tirar uma fotografia no dia da nossa despedida porque gostava imenso que também vocês vissem o furacão que é esta “abuelita”, que fazia os melhores pequenos-almoços e nos tratava sempre tão bem. “Vocês na Europa têm tudo: boas casas, bons empregos, a melhor tecnologia… Mas eu aqui não tenho guerra, nem atentados, nem insegurança”, dizia-nos certo dia.

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Aqui, a vida vive-se sem pressas e nós entrámos nesse espírito. A melhor forma de conhecer a cidade é andar pelas ruas sem destino certo, entrar por becos e ruelas e parar ao final da tarde na praça principal a beber um mojito (ou vários) para desfrutar de mais um pôr do sol. Foi assim que, certa noite, acabámos por conhecer o Jason e a Haley, um casal de norte-americanos mais ou menos da nossa idade e com quem falámos sobre tudo e mais alguma coisa. Ficou a promessa de um dia os irmos visitar a Seattle e de eles irem ao Porto.

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Um local que não podem mesmo perder é a Playa Ancón. A forma mais fácil de lá chegar é de táxi ou autocarro mas, se quiserem poupar uns CUCs e armarem-se em aventureiros como nós, aluguem bicicletas e façam-se à estrada. São cerca de 20km ida e volta mas acabam por ter uma experiência diferente (tentem só não estragar o chinelo como eu, que depois fiz o caminho de volta com o pé descalço, o que acabou por ser bastante doloroso ahah).
Ah! E uma dica muito importante: em Trinidad, têm mesmo de ir ao La Botija, aquele que, para nós, é sem dúvida o melhor restaurante de Cuba!

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Ps. Já viste o nosso vídeo de Cuba?

2 thoughts on “Trinidad, a cidade que parou no tempo

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