25 anos em Bali (e um sorriso de orelha a orelha)

Há uns tempos, estava eu na pausa de almoço com as minhas coleguinhas de trabalho, prometi a mim mesma que, se tudo corresse como planeado, iria passar o meu dia de aniversário em Bali. Não falhei! Cá estou eu, sentada na mesa de um café, com o meu travel buddy preferido à frente, a escrever este texto.

Sempre pensei que ia estar um dia de imenso calor e que ia conseguir finalmente fugir à chuva de novembro. Não me safei disso, nem do outro lado do mundo. Parece que os deuses de Bali também andam mal dispostos… Mas querem saber uma coisa? Isso é o que menos importa!

Na verdade, a única coisa que me faz falta neste momento é aquele abraço apertado dos meus pais, aquele beijinho carinhoso da minha família e aquela mensagem de anos lamechas (ou de rir) dos meus melhores amigos. Vocês nem sabem a falta que me fazem e o quanto dava para estarem todos aqui comigo!

A distância de quem mais gostamos é, sem dúvida, o pior com o que temos de lidar nesta viagem. Mas tudo na vida se resume às escolhas que fazemos e esta foi uma escolha ponderada e tomada com os pés bem assentes na terra. Um dia, vou poder olhar para trás sem ressentimentos ou arrependimentos e saber que cumpri aquilo que todos os dias passava pela minha cabeça quando acordava, quando ia no autocarro a caminho do emprego, quando me deitava

Estamos em viagem há mais de um mês e todos os dias sou confrontada com a certeza de nunca na vida me vir a arrepender desta decisão. É certo que vou perder algumas coisas em Portugal, mas também estou a ganhar e a conquistar outras. Nem todos os dias são bons, desengane-se quem pensa que isto de viajar sem bilhete de regresso é perfeito (lembrem-se que viajar não é só aquilo que as fotografias bonitas do Instagram querem transparecer).

Para já, ganhei três novos carimbos no passaporte e estou a caminho de conseguir o quarto; conheci pessoas incríveis pelo caminho  e com histórias de vida de arrepiar; fiz amigos para a vida que, com toda a certeza, vou voltar a encontrar no Porto; andei de avião, de carro, de autocarro, de barco, de comboio, de tuk-tuk e de mota; já dormi no chão, em beliches de hostels, em camas confortáveis de resorts, até numa tenda na praia… Isto já ninguém me tira e é a melhor prenda que podia receber.

Obrigada a todos os que estão desse lado. Às vezes achamos que estamos a “falar para o boneco” e que as horas de sono perdidas em frente ao computador e ao telemóvel nunca vão servir de nada. Mas depois recebemos mensagens que nos motivam e que nos dão mais inspiração para continuar.

Dizem que no dia de aniversário se deve trincar a vela e pedir um desejo, mas sem nunca revelar o que estamos a pensar, caso contrário não se realiza. Este ano, vou quebrar as regras: espero que este projeto deixe de ser algo pessoal e que venha a ser aquilo a que eu chamo o meu “emprego de sonho”. O trabalho existe e, modéstia à parte, o jeito também. Wish me luck!

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